Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, defendeu intervenção estatal na renovação energética. Prates foi o presidente da Frente Parlamentar até o ano passado

LOC.: Deputados e senadores da Frente Parlamentar de Recursos Naturais e Energia realizaram a primeira reunião na nova legislatura. O convidado foi o ex-senador e ex-membro do grupo Jean Paul Prates, presidente da Petrobras. 

As discussões se voltaram principalmente para a descarbonização, ou seja, menor emissão de gases nocivos à atmosfera por parte dos produtores de energia, e concessão de subsídios para incentivar as empresas do setor. Aos ex-colegas, Prates defendeu intervenção estatal para incentivar setores de energia não renovável, e também para sustentação dos que ainda não são viáveis economicamente, incluindo subsídios ao setor.

TEC./SONORA: Jean Paul Prates, presidente da Petrobras

“Todos querem existir daqui a 30 anos. Todos, até os de carvão, petróleo e gás, que seriam a era a superar. Esses setores também têm os seus espaços e têm feito esforços para se descarbonizar de alguma forma ao máximo possível. E os setores novos, por muitas vezes, precisaram e continuarão precisando de políticas públicas, de leis fortes, de ajudas governamentais e, porque não dizer, de subvenções e subsídios.”Áudio (33s)

LOC.:  Para o deputado, Lafayette de Andrada (Republicanos/MG), integrante do grupo, a intenção é válida, mas há de se ter cautela.

TEC./SONORA: Lafayette de Andrada (Republicanos-MG)

“O subsídio para impulsionar uma tecnologia, impulsionar uma cadeia que é necessária para outros setores da economia, é bem-vindo. Ele é importante, não pode ser condenado. Porém, o subsídio puro e simples para ajudar por ajudar, ele causa uma distorção na economia e nos setores, seja dos combustíveis, seja da energia elétrica. Subsídio a gente precisa utilizar de maneira criteriosa, porque senão ele aumenta o custo da energia, ele aumenta o custo dos combustíveis.”Áudio (41s)

LOC.: Já para o deputado, o foco das discussões na frente devem ser em reduzir a conta do consumidor, uma vez que o mercado brasileiro é suficientemente grande para que todos os setores prosperem.

De acordo com a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, a Abrace, o custo da energia elétrica representa, em média, 23,1% do preço final da cesta básica no Brasil.

Reportagem, Álvaro Couto.

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